
Em meados de 2006, Ferry Corsten lançou nos mercados europeu e japonês seu mais recente álbum L.E.F. (L.E.F = Loud Electronic Ferocious).
A versão japonesa não apresenta a faixa bônus I Love You. Em contrapartida, traz um DVD bonus com video clips e intrevistas exclusivas feitas durante a produção do álbum.
No novo trabalho, Ferry materializa em 16 faixas (ou 15, sem o bônus) o que antes havia sugerido em seu Creamfields de 2005: um mix de faixas com influência electro e faixas trance com tempero uplifting, tudo com um apelo pop irresistível.
Destacam-se a faixa Are You Ready, o clássico Galaxia (com novo arranjo), a doce On My Mind, a bela Down On Love e I Love You.
Assim como Armin em Shivers, Ferry produziu um álbum de música eletrônica, e não uma simples coletênea de faixas trance. Mas no caso de Ferry, há um diferencial.
Dentre os grandes produtores europeus, Ferry sempre demonstrou maior habilidade para criar faixas com sabor pop eletrônico, e se não alcançou o crossover para o rádio com Right Of Way, isso bem poder mudar com L.E.F.
O fato de o álbum ser pop não implica que Ferry tenha aberto mão de sua integridade artística para produzí-lo. Os críticos dizem que ele se tornou demasiadamente pop, mas isso é um argumento um tanto quanto vazio, pois qualquer artista quer mais é que seu trabalho seja apreciado por um grande número de pessoas.
Sim, há bastante uso de vocais, e sim a produção não é muito inovadora. Mas o álbum também está longe se parecer com Crazy Frog e similares
O primeiro single, Fire, causou impacto ao apresentar nos vocais Simon Le Bon, sendo na verdade um rework da faixa Serious do Duran Duran.
Novamente, os críticos argumentaram que Ferry não deveria participar na co-autoria já que a música estava praticamente pronta. De fato, a faixa não é mesmo muito interessante, e só chamou mesmo a atenção por causa do uso dos vocais e samples.
Esqueça Fire e dê mais atenção as boas colaboraçòes de Ferry com as vocalistas Debra Andrew e Denise Stahlie, responsáveis pelos vocais em Forever e On My Mind.
Ouça também a faixa cantada por Howard Jones, Into The Dark, totalmente anos 80.
Os fãs mais radicais, ou quem sabe saudosistas, podem se decepcionar, esperando o trance que Ferry fazia na virada do milênio. Já os que estão abertos a mudanças podem ter uma grata surpresa ao ouvir L.E.F.
Não que ele seja o melhor álbum do ano, mas com certeza é um bom álbum que merece ser ouvido com atenção.

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