
É pouco provável que algum fã de Trance nunca tenha ouvido alguma faixa do produtor Laurence Rapaccioli nos últimos tempos.
Com execução maciça pelos principais DJs e inclusão em vários álbuns lançados nos últimos 3 anos, faixas como My World, Wasting e Amsterdam colocaram o nome de Laurance no panorama do Trance atual.
Fruto da colaboração com a vocalista americana Ahsley Tomberlin, o Luminary explodiu na cena eletrônica graças principalmente ao remix de My World feito por Andy Moor e incluído, entre outros albuns, no In Search Of Sunrise Volume 4.
Apesar do destaque dado a essa versão que estava sendo promovida desde o final de 2004, o single de My World lançado pela Lost Language no início de 2005 também contou com remixes de Hydroid, Nikola Gala, Pesh (Vocal e Dub) e do próprio Laurence sob seu alias Arksun, numa maravilhosa versão breakbeat.
A partir daí, vieram Wasting, ainda em 2005, também com remix de Moor, e agora em 2006, Amsterdam, lançada pelo sêlo Anjubabeats, com um remix de Smith & Pledger.
Os próprios sêlos pelos quais as 3 faixas foram lançadas, Lost Language, Armada e Anjunabeats, já representam um bom atestado da qualidade das produções de Laurence, mas nada melhor do que usar o próprio ouvido pra avaliá-las.
Com uma sonoridade com toques retrô, com bastante ênfase nas melodias de piano e sintetizadores, as faixas têm uma forte dose de melancolia, intensificada pela doce voz de Ashley e pelas letras intimistas.
De todas as faixas lançadas até o momento, a que menos se beneficou de um remix foi Amsterdam, pois a dupla inglesa Smith & Pledger não fui muito feliz na produção, resultando um remix meio xoxo e sem graça.
O mesmo pode-se dizer dos remixes que Pesh fez para My World, que ficaram com a cara dos remixes que o Above & Beyond produzia ainda em 2000 (What It Feels Like for a Girl, Everytime You Need Me, Home). Falando em remix que não ajuda, não podemos deixar de mencionar também a versão de Nikola Gala, exageradamente pesada.
Já Hydroid e Andy Moor estraçalham com suas versões de My World, e Andy acerta duplamente com mais um remix para Wasting.
Apesar dos rumores e do sucesso das faixas lançadas, ainda não há nos planos de Laurence um album para o Luminary, apesar de ele mencionar que a parceira com Ashley é extremamente produtiva.
A produção de Laurence, no entanto, não se restringe ao Luminary, ou muito menos começou com essa colaboração.
Na verdade, ele tem quase 10 anos de carreira como músico e produtor, tendo lançado faixas desde 1998 como Arksun.
Claro que, com o sucesso do Luminary, Laurence conseguiu espaço para poder divulgar melhor o Arksun, cujas produções vão do Trance, ao ambient e breakbeat.
Com remixes para Factoria, P.O.S. e Miika Kuisma, entre outros, ele mostra todo o seu talento num belíssimo remix ambient para Time To Say Goodbye do Envio, um épico cinematográfico batizado apropriadamente de Filmscape Mix. Com certeza, o melhor remix do vinil, que também contou com remixes de Bobina e Ozgur Can.
Ainda por cima, Laurence também é engenheiro de som, produzindo para Novation e Emu Systems, e se diz perfeccionista em seus desings. Como produtor, ele sabe de que forma os músicos vão utilizar seus projetos.
Aliás, ele demonstra mesmo ser cuidadoso e detalhista, desde as produções musicais, em que cada som parecer ter seu lugar certo, até a produção dos sites.
Tanto seu alias Arksun quanto o Luminary possuem sites muito bonitos e bem feitos, com várias informações (atualizadas!!), fotos do estúdio e audio samples.
Quem tiver curiosidade, deve conhecer mais sobre esse inglês, não deve deixar de visitar o sites e conferir tudo o que há lá:
http://www.luminarymusic.co.uk
http://www.arksun.co.uk

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