
Original post: 10/06/2006 13:24
Há pouco mais de um mês, Tijs Verwest, ou melhor, o famoso DJ Tiësto lançou o quinto volume de sua bem-sucedida série In Search Of Sunrise. E que grata surpresa para os fãs é esse disco!
Depois de lançar um álbum inferior no volume 4, Tiësto volta com força total no volume 5, para deleite daqueles que acham que Trance é a trilha perfeita para esperar o sol nascer.
Na concepção, ISOS Vol. 5 - Los Angeles se aproxima bastante dos primeiros volumes da série, com faixas que mesclam Trance, Prog e um pouco de House. Sim... por maior surpresa que isso possa causar, Tiësto apresenta um mix de house, progressive house e progressive Trance delicioso de ouvir e dançar.
Então por que ISOS Vol. 5 não merece 5 estrelas?
Novamente, apesar de escolher um tracklist estelar, mesclando magistralmente faixas novas com outras mais "antigas", Tiësto erra novamente (como havia errado no vol. 4) na ordem das músicas. Isso é mais aparente no CD1, enquanto o CD2 é (quase) perfeito do início ao fim.
O CD1 apresenta um variação brusca, um quebra no clima do set, entre as faixas 05 e 06, justamente quando Tiësto parte do House para o Trance. As primeiras 5 faixas são bem alegres e dão ao set um clima leve e descontraído. A primeira faixa é bem chill com sons de mar e praia (alguém aí lembrou do início do ASOT 2006???). A faixa seguinte, com produção da dupla Mark Norman é deliciosa de ouvir e cantar junto. É impossível não cantar com Celine aquele da ra ra ra... Empty Streets chega a ser angelical, com vocais que lembram Maria Nayler.
Beside Me é um pouco mais nervosa mas não deixa bola cair. Moonlight Party é, talvez, um pouco alegre demais pra fazer parte do CD, mas ainda assim não compromete. O problema vem com a transição para a faixa seguinte, Everything Matters de Leama & Moor com remix de Matthew Dekay que é muito deep (pra não dizer também chata) para esse início de CD tão festivo. Ela poderia ser melhor aproveitada se aparecesse lá pela posição 10 ou 11. Ou até poderia ter sido deixada de fora da seleção.
A partir de Let The Game Begin o CD flui naturalmente, com apenas um ou outro obstáculo. Logo após essa colaboração de Dekay e dos Proluctors, vem a faixa que, a meu ver é a música do verão (europeu) 2006: densa sem ser chata, doce sem ser superficial e sedutora sem ser sexual. O remake que Karen Overton faz do clássico de Billie Ray Martin, Your Loving Arms, é daquelas faixas que faz a gente ter orgulho de gostar de música eletrônica. Com uma magistral produção do italiano Dino Lenny, Your Loving Arms na voz de Karen nem de longe lembra (ou ofende) a versão original de autoria da alemã Billie, e mostra que regravar e samplear podem ser sinônimos de inovar, e de modo algum são pecados. Não é por menos que essa faixa está tanto no ISOS Vol. 5 quanto no A State Of Trance 2006.
Hanson & Parker contribuem com Let Me Be, outra ótima faixa pra ajudar a construir o clima do CD. Em seguida temos Fygle & Kalafut com uma bela faixa, que conta com o remix de Mark Otten.
Então vem outra faixa que destoa do conjunto. Se Your Loving Arms é uma delícia de se ouvir, o mesmo não se pode dizer desta outra faixa vocal do CD. People Will Go da americana Jes Brieden, um verdadeito ícone do Trance, tem uma letra chata, anti-climática, que não empolga e uma produção extremamente sem graça de um tal Steve Forte Rio. É uma faixa que decepciona bastante, considerando as grandes colaborações que Jes já fez com D-Fuse, Gabriel & Dresden e Solarstone; e que não se salva nem pela bela voz de Jes. Vale apena apertar o botão de forward.
Em seguida, vem uma faixa que também está presente no ASOT 2006: Small Step To The Other Side, aqui na sua versão original, ao contrário do remix do Evolution presente no album do Armin. É uma faixa razoável para funcionar como filler. E nada mais.
Pra fechar o CD1, temos então 3 faixas que também merecem grande destaque: Told You So de Tom Cloud, com um sample vocal muito legal; Arise de A.M. (Ashkan Fardost + Mike Shiver) e Tiff Lacey nos vocais; e Little Bird.
Told You So é uma faixa bem produzida que apresenta um sample vocal que é mais um convite para a galera cantar junto.
A colaboração de Ashkan (Envio), Mike Shiver e Tiff é originalmente muito boa, mas ganha MUITO em energia e beleza com o maravilhoso remix dos alemães Mario Hammer e da dupla Funabashi (Tom Porcell e Kevin Sieja). Aliás, Arise tem toda a chance (e merecimento) de disputar com Your Loving Arms o título de faixa vocal de 2006.
Finalmente, temos a dramática Little Bird, que na capa de ISOS Vol. 5 é creditada a Cass, mas que também está num promo que circula pela internet atribuído a Deep Voices ft. Cass Fox. De qualquer modo, a música brilha devido à voz trêmula e à interpretação cativante de Cass. Uma ótima faixa pra terminar um CD/set que vale 8 em 10.
Enquanto o CD1 apresenta no início algumas faixas House, o CD2 é completamente dominado pelo Trance, com GRANDE ênfase no Progresive. Além disso, este se diferencia do primeiro CD por praticamente não apresentar nenhuma faixa vocal, ou melhor, com letra. Há várias faixas com sample vocal mas nenhum que conte com letra.
O CD inicia muito bem com o chillout de LAX do Pink Elephant, mas logo na faixa 2 acontece o primeiro problema: a introdução da faixa Something Is Wrong de Alex Stealthy é totalmente assustadora e anti-climática, literalmente destruindo o terreno preparado por LAX. Aos 2 minutos de duração Something Is Wrong muda como da água para o vinho e se torna uma bela faixa, com uma melodia que gruda na cabeça. Mais um exemplo de que a questão do tracklist não se restringe simplesmente a escolher as faixas, mas também escolher o ponto ideal para transitar de uma para a outra. Como o que acontece com a própria Something Is Wrong, que tem uma transição fluída para a faixa seguinte, a excelente Zanzibar.
Contando também com uma faixa no ASOT 2006 (a maravilhosa Beautiful - Glimpse Of Heaven), Roger P. Shah, ou DJ Shah, como é mais conhecido, colabora com Brian Laruso para produzir uma contagiante faixa de inspiração étnica, que casa perfeitamente com o espírito da série In Search Of Sunrise. Logo em seguida, vem outra faixa que merece destaque. É Technophobia do Progression, que em muitos momentos lembra as produções de inspiração futurista do Leama ou do projeto Space Manoeuvres do John Graham (Quivver e ex-Tilt), e que, mesmo soando totalmente oposta à étnica Zanzibar, com ela se integra de forma magistral.
A partir daí vem uma sequência de faixas dos novos queridinhos do Trance: Joni Ljungqvist com seu A Boy Called Joni, Jonas Steur (Estuera), Petter e Özgür Can.
Green Astronauts é tensa e ao mesmo tempo bela, com duas linhas melódicas que se contrapõem e se completam. Não muito o que dizer de These Days, além de que Petter poderia estar melhor representado e Luke Chable poderia ter se esforçadomais no remix. Tales From The South do Estuera para ir, de início, para um certa direção quando o break apresenta uma melodia que transpira clima de verão.
Temos então, mais ums surpresa do ISOS Vol. 5. Aliás, Irony do sueco Özgür Can é o ponto em que o CD2 começa a ficar mais energético e animado. Ouvida isoladamente, Irony é daquelas faixas que são legais mas não empolgam. Aqui, é sem dúvida um dos pontos altos do set. Segue uma segunda contribuição de Jonas Steur. Second Turn, entretanto, menos brilhante que Tales From The South
A faixa seguinte, Hi Jack, da dupla Smith & Pledger em seu alias Aspekt é sem sombra de dúvidas a maior surpresa do CD. Smith & Pledger nunca me chamaram a atenção com alguma produção incrível, ao ponto de os achar bem sem graça. Mas em Hi Jack eles viram o jogo e apresentam um faixa dançante com cara retrô e uma melodia que fica incrustrada na sua cabeça depois de ouvi-la. É impossível não assoviar ou cantarolar essa seqüência. E nesse ponto, Tiësto merece palmas por ter escolhido a versão instrumental. Não que os vocais de Carrie Skiper sejam ruins (na versão original), mas a versão instrumental é um show e a ausência de vocais permite apreciá-la melhor.
Mais um faixa sem grandes atrativos (Genesis), e o ISOS Vol. 5 termina com duas grandes faixas: Helsinki Scorchin', belíssima colaboração de Super8 e DJ Tab, e num clima mais lento e intimista, a melancólica Don't Forget Me, do Way Out West com vocais de Omi (quem quer que ela seja!!).
E assim, In Search Of Sunrise Vol. 5 - Los Angeles termina deixando aquele sorriso estampado no rosto e aquela sensação de leveza que só a boa música causa.
Se ao menos o Vol. 4 tivesse sido tão bom quanto esse.........
Há pouco mais de um mês, Tijs Verwest, ou melhor, o famoso DJ Tiësto lançou o quinto volume de sua bem-sucedida série In Search Of Sunrise. E que grata surpresa para os fãs é esse disco!
Depois de lançar um álbum inferior no volume 4, Tiësto volta com força total no volume 5, para deleite daqueles que acham que Trance é a trilha perfeita para esperar o sol nascer.
Na concepção, ISOS Vol. 5 - Los Angeles se aproxima bastante dos primeiros volumes da série, com faixas que mesclam Trance, Prog e um pouco de House. Sim... por maior surpresa que isso possa causar, Tiësto apresenta um mix de house, progressive house e progressive Trance delicioso de ouvir e dançar.
Então por que ISOS Vol. 5 não merece 5 estrelas?
Novamente, apesar de escolher um tracklist estelar, mesclando magistralmente faixas novas com outras mais "antigas", Tiësto erra novamente (como havia errado no vol. 4) na ordem das músicas. Isso é mais aparente no CD1, enquanto o CD2 é (quase) perfeito do início ao fim.
O CD1 apresenta um variação brusca, um quebra no clima do set, entre as faixas 05 e 06, justamente quando Tiësto parte do House para o Trance. As primeiras 5 faixas são bem alegres e dão ao set um clima leve e descontraído. A primeira faixa é bem chill com sons de mar e praia (alguém aí lembrou do início do ASOT 2006???). A faixa seguinte, com produção da dupla Mark Norman é deliciosa de ouvir e cantar junto. É impossível não cantar com Celine aquele da ra ra ra... Empty Streets chega a ser angelical, com vocais que lembram Maria Nayler.
Beside Me é um pouco mais nervosa mas não deixa bola cair. Moonlight Party é, talvez, um pouco alegre demais pra fazer parte do CD, mas ainda assim não compromete. O problema vem com a transição para a faixa seguinte, Everything Matters de Leama & Moor com remix de Matthew Dekay que é muito deep (pra não dizer também chata) para esse início de CD tão festivo. Ela poderia ser melhor aproveitada se aparecesse lá pela posição 10 ou 11. Ou até poderia ter sido deixada de fora da seleção.
A partir de Let The Game Begin o CD flui naturalmente, com apenas um ou outro obstáculo. Logo após essa colaboração de Dekay e dos Proluctors, vem a faixa que, a meu ver é a música do verão (europeu) 2006: densa sem ser chata, doce sem ser superficial e sedutora sem ser sexual. O remake que Karen Overton faz do clássico de Billie Ray Martin, Your Loving Arms, é daquelas faixas que faz a gente ter orgulho de gostar de música eletrônica. Com uma magistral produção do italiano Dino Lenny, Your Loving Arms na voz de Karen nem de longe lembra (ou ofende) a versão original de autoria da alemã Billie, e mostra que regravar e samplear podem ser sinônimos de inovar, e de modo algum são pecados. Não é por menos que essa faixa está tanto no ISOS Vol. 5 quanto no A State Of Trance 2006.
Hanson & Parker contribuem com Let Me Be, outra ótima faixa pra ajudar a construir o clima do CD. Em seguida temos Fygle & Kalafut com uma bela faixa, que conta com o remix de Mark Otten.
Então vem outra faixa que destoa do conjunto. Se Your Loving Arms é uma delícia de se ouvir, o mesmo não se pode dizer desta outra faixa vocal do CD. People Will Go da americana Jes Brieden, um verdadeito ícone do Trance, tem uma letra chata, anti-climática, que não empolga e uma produção extremamente sem graça de um tal Steve Forte Rio. É uma faixa que decepciona bastante, considerando as grandes colaborações que Jes já fez com D-Fuse, Gabriel & Dresden e Solarstone; e que não se salva nem pela bela voz de Jes. Vale apena apertar o botão de forward.
Em seguida, vem uma faixa que também está presente no ASOT 2006: Small Step To The Other Side, aqui na sua versão original, ao contrário do remix do Evolution presente no album do Armin. É uma faixa razoável para funcionar como filler. E nada mais.
Pra fechar o CD1, temos então 3 faixas que também merecem grande destaque: Told You So de Tom Cloud, com um sample vocal muito legal; Arise de A.M. (Ashkan Fardost + Mike Shiver) e Tiff Lacey nos vocais; e Little Bird.
Told You So é uma faixa bem produzida que apresenta um sample vocal que é mais um convite para a galera cantar junto.
A colaboração de Ashkan (Envio), Mike Shiver e Tiff é originalmente muito boa, mas ganha MUITO em energia e beleza com o maravilhoso remix dos alemães Mario Hammer e da dupla Funabashi (Tom Porcell e Kevin Sieja). Aliás, Arise tem toda a chance (e merecimento) de disputar com Your Loving Arms o título de faixa vocal de 2006.
Finalmente, temos a dramática Little Bird, que na capa de ISOS Vol. 5 é creditada a Cass, mas que também está num promo que circula pela internet atribuído a Deep Voices ft. Cass Fox. De qualquer modo, a música brilha devido à voz trêmula e à interpretação cativante de Cass. Uma ótima faixa pra terminar um CD/set que vale 8 em 10.
Enquanto o CD1 apresenta no início algumas faixas House, o CD2 é completamente dominado pelo Trance, com GRANDE ênfase no Progresive. Além disso, este se diferencia do primeiro CD por praticamente não apresentar nenhuma faixa vocal, ou melhor, com letra. Há várias faixas com sample vocal mas nenhum que conte com letra.
O CD inicia muito bem com o chillout de LAX do Pink Elephant, mas logo na faixa 2 acontece o primeiro problema: a introdução da faixa Something Is Wrong de Alex Stealthy é totalmente assustadora e anti-climática, literalmente destruindo o terreno preparado por LAX. Aos 2 minutos de duração Something Is Wrong muda como da água para o vinho e se torna uma bela faixa, com uma melodia que gruda na cabeça. Mais um exemplo de que a questão do tracklist não se restringe simplesmente a escolher as faixas, mas também escolher o ponto ideal para transitar de uma para a outra. Como o que acontece com a própria Something Is Wrong, que tem uma transição fluída para a faixa seguinte, a excelente Zanzibar.
Contando também com uma faixa no ASOT 2006 (a maravilhosa Beautiful - Glimpse Of Heaven), Roger P. Shah, ou DJ Shah, como é mais conhecido, colabora com Brian Laruso para produzir uma contagiante faixa de inspiração étnica, que casa perfeitamente com o espírito da série In Search Of Sunrise. Logo em seguida, vem outra faixa que merece destaque. É Technophobia do Progression, que em muitos momentos lembra as produções de inspiração futurista do Leama ou do projeto Space Manoeuvres do John Graham (Quivver e ex-Tilt), e que, mesmo soando totalmente oposta à étnica Zanzibar, com ela se integra de forma magistral.
A partir daí vem uma sequência de faixas dos novos queridinhos do Trance: Joni Ljungqvist com seu A Boy Called Joni, Jonas Steur (Estuera), Petter e Özgür Can.
Green Astronauts é tensa e ao mesmo tempo bela, com duas linhas melódicas que se contrapõem e se completam. Não muito o que dizer de These Days, além de que Petter poderia estar melhor representado e Luke Chable poderia ter se esforçadomais no remix. Tales From The South do Estuera para ir, de início, para um certa direção quando o break apresenta uma melodia que transpira clima de verão.
Temos então, mais ums surpresa do ISOS Vol. 5. Aliás, Irony do sueco Özgür Can é o ponto em que o CD2 começa a ficar mais energético e animado. Ouvida isoladamente, Irony é daquelas faixas que são legais mas não empolgam. Aqui, é sem dúvida um dos pontos altos do set. Segue uma segunda contribuição de Jonas Steur. Second Turn, entretanto, menos brilhante que Tales From The South
A faixa seguinte, Hi Jack, da dupla Smith & Pledger em seu alias Aspekt é sem sombra de dúvidas a maior surpresa do CD. Smith & Pledger nunca me chamaram a atenção com alguma produção incrível, ao ponto de os achar bem sem graça. Mas em Hi Jack eles viram o jogo e apresentam um faixa dançante com cara retrô e uma melodia que fica incrustrada na sua cabeça depois de ouvi-la. É impossível não assoviar ou cantarolar essa seqüência. E nesse ponto, Tiësto merece palmas por ter escolhido a versão instrumental. Não que os vocais de Carrie Skiper sejam ruins (na versão original), mas a versão instrumental é um show e a ausência de vocais permite apreciá-la melhor.
Mais um faixa sem grandes atrativos (Genesis), e o ISOS Vol. 5 termina com duas grandes faixas: Helsinki Scorchin', belíssima colaboração de Super8 e DJ Tab, e num clima mais lento e intimista, a melancólica Don't Forget Me, do Way Out West com vocais de Omi (quem quer que ela seja!!).
E assim, In Search Of Sunrise Vol. 5 - Los Angeles termina deixando aquele sorriso estampado no rosto e aquela sensação de leveza que só a boa música causa.
Se ao menos o Vol. 4 tivesse sido tão bom quanto esse.........

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