
Depois de sua passagem pelo Brasil, com uma correspondente explosão de popularidade, o DJ holandês Tijs Verwest, que atende pelo nome de Tiësto, lançou a quarta edição de sua famosa série In Search of Sunrise
Com o subtítulo de Latin America (nem me pergunte por quê), o álbum saiu como edição dupla.
Infelizmente é uma edição dupla que poderia (ou deveria) ter saído simples.
Com um tracklist que conta com artistas bem conhecidos mesclados a novatos, Tiësto tinha tudo para fazer um grande set, mas não se saiu bem na empreitada.
O clima da série, como o próprio nome sugere, sempre foi menos eufórico e mais melancólico, sem nunca deixar de ser uplifting.
Na edição número 4, entretanto, essa característica se perdeu, principalmente no CD2 que mistura umas faixas "meio" dark e se conclui com 4 faixas um pouco "pesadas" para o amanhecer.
Além disso, a ordem das músicas é muito estranha: em vez de ter uma tendência de build up, ela oscila com faixas com pouca inspiração, sendo uma das piores o remix do próprio Tijs para The Force of Gravity
De todos os problemas que encontramos em ISOS4, o pior, no minha opinião, é parte técnica, ou seja, o mix em si. Quem já teve a oportunidade de ouvi-lo ao vivo ou em algum set gravado, sabe que Tiësto é um DJ com boa técnica. Infelizmente, parece que ele não estava em um boa dia quando mixou ISOS4, pois algumas transições são muito curtas, e até mesmo ruins, como no final do CD1 em que The Loves We Lost parece acabar antes de Perfect Silence começar.
Como um exemplo contrário aos últimos álbuns de Ferry Corsten (mas que na verdade confirma minha tese), In Search of Sunrise 4 evidencia que é necessário muito mais do que grandes nomes, nas faixas ou nas pick-ups, para fazer um grande mix.

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