
Tiesto acaba de lançar seu álbum Just Be em versão Remixed e o tracklist, infelizmente, é bem frustrante. Pode até parecer implicância minha contra o DJ holandês, mas não é.
Com 14 faixas, o álbum apresenta muito pouca novidade: apenas 4 remixes novos.
Enquanto Paul Van Dyk, por exemplo, soube capitalizar muito bem em cima de seu álbum Reflections, lançando edições especiais e o álbum Re-Reflections, Tiesto fez apenas uma coletânea de remixes previamente disponíveis em singles. Ou seja, tudo já conhecido e ouvido. O pior é que o press release anuncia os remixes como raros e hard to find, o que é uma tremenda mentira (!!!) pois são remixes retirados dos singles lançados na Europa, EUA e Austrália.
Just Be e Adagio For Strings comparecem com 7 faixas do álbum. Assim, se você não gostou destes singles, nem chegue perto do álbum. Ou ainda, se você já os possui, também não há necessidade de ter também Just Be Remixed.
Por outro lado, se você é muito fã destas faixas, pode até cogitar desembolsar uma graninha, mas há coisas melhores com que gastar dinheiro.
Love Comes Agai está presente com o único remix lançado, feito pela dupla Mark Norman, por sinal, bem chatinho. Por mais que leve o nome de Tiesto, Love Comes Again é totalmente a cara do parceiro BT, ficando deslocada no álbum Just Be
Sempre achei que ela deveria ter ficado no álbum Emotional Technology (do produtor americano), deixando espaço para produções mais ao "estilo" Tiesto.
Os remixes batidos (originalmente lançados em 2003) de Traffic (DJ Montana e Max Walder) aparecem mais novamente para incomodar, uma vez que são tão chatos quanto a versão original.
As poucas novidades do álbum ficam a cargo de UR e A Tear In The Open, em remixes de Tom Holkenborg (Junkie XL) e da dupla Leama & Moor.
Junkie XL arrasa em seu Air Guitar Remix. É incrível como alguns dos remixes de Tom trazem semelhança com as produções de Gabriel & Dresden. Adoraria ver (ou melhor ouvir) o que esses três caras aprontariam juntos num estúdio. Ou talvez o que Tom faria com uma faixa do Andain, por exemplo. Bom, vamos esperar que o futuro nos traga surpresas como essas!
Já a dupla sensação da cena prog, Leama & Moor acertam e erram, com saldo final nulo. Seu remix de A Tear In Open não funciona. Ao ouvi-lo logo em seguida a UR tem-se a impressão de que ficaria melhor com os vocais de Matt Hales e a letra de UR. A faixa original de Tiesto usa um sample vocal que já havia sido utilizado pelo Signum na música Cura Me. É um vocal arrepiante, ao estilo de Lisa Gerrard da trilha de Gladia dor, perfeito para um épico. (Quem tiver curiosidade, procure ouvir). O problema deste remix reside justamente no fato de os vocais não casarem nada com uma produção prog. Fica uma coisa estranhíssima. E ruim.
Já UR no remix da dupla ficou ótimo, tão bom quanto no remix de Junkie XL, pois a faixa já era originalmente dark e introspectiva, e praticamente implorava por um remix prog.
Volto a dizer que Leama & Moor deveriam aproveitar a ótima produção de A Tear In The Open, mudar os vocais e aproveitar tudo para lançar mais um remix de UR. Seria um grande sucesso.
Finalmente, há ainda um remix sem graça de Nyana, que já era uma faixa sem graça per se
Concluindo, mesmo os grandes fãs de Tiesto não têm muito com o que se entusiasmar com o lançamento de Just Be Remixed. Tenho a impressão de que 2005 não foi mesmo um ano muito feliz para o cara.

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